SUS-PE 2026.2: o que o edital define da prova à matrícula

A prova da 2ª entrada em Pernambuco foi em 26 de julho de 2026. Depois dela a corrida é outra: recurso, análise curricular e uma pré-matrícula que se decide em dias, não semanas.

Fachada do Hospital da Restauração, no Recife

Inscrições

17/06 a 05/07/2026

Prova

26/07/2026

Valor da inscrição

R$ 600,00

O edital é o único documento que define o processo. Em 26 de julho de 2026, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) aplicou a prova objetiva do 2º Processo Seletivo de Residência Médica SUS-PE 2026, a "2ª entrada", que preenche vagas remanescentes de programas de residência no estado.

De onde vêm os dados deste artigo

Tudo aqui foi conferido no Edital Residência Médica/SUS-PE 2026.2 (SES-PE, organização IAUPE), no seu Anexo I — Cronograma e Anexo IV — Quadro de Vagas, e na divulgação oficial da Secretaria de Saúde de Pernambuco sobre o total de vagas da 2ª entrada.

Este é o 2º Processo Seletivo de Residência Médica SUS-PE 2026 ("2026.2"): uma segunda entrada, que preenche vagas remanescentes de programas de residência em instituições do estado, distinta do processo seletivo anual maior. Editais recebem retificação: antes de agir com base em qualquer resumo, incluindo este, confirme no portal oficial upenet.com.br.

O cronograma, etapa por etapa

Da publicação do edital até a aplicação foram seis semanas; da prova até a matrícula, cada etapa tem só alguns dias de janela, e não há segunda chance para quem perde um prazo.

Cronograma do processo seletivo SUS-PE 2026.2
CalendárioDataOnde acontece
Inscrições e envio de currículoEncerradas. Taxa de R$ 600,0017/06 a 05/07/2026upenet.com.br
Cartão informativo de inscriçãoaté 23/07/2026upenet.com.br
Prova objetiva e gabarito preliminarEm Recife, e em Petrolina se houver 100 ou mais inscritos no local26/07/2026Locais definidos no cartão informativo
Recurso contra o gabarito preliminarSó duas questões: má formulação ou erro de transcrição26 a 28/07/2026upenet.com.br
Resultado preliminar da análise curricular29/07/2026upenet.com.br
Recurso à análise curricular29 a 31/07/2026e-mail à IAUPE
Resultado definitivo da análise curricular06/08/2026upenet.com.br
Gabarito oficial definitivo12/08/2026upenet.com.br
Resultado finalClassificação por especialidade, na ordem de preferência indicada na inscriçãoaté 13/08/2026upenet.com.br
Pré-matrícula on-lineSistema Web Rhose. Quem não fizer é considerado desistente14 a 21/08/2026rhose.saude.pe.gov.br
Apresentação na COREMEAté 24h após o comprovante de homologaçãoa partir da homologaçãoCOREME da instituição
Início da residência01/09/2026Instituições de saúde

São 114 vagas, 100 na Região Metropolitana do Recife e 14 no interior do estado, distribuídas em cerca de 40 programas, entre especialidades de acesso direto (clínica médica, cirurgia geral, pediatria, obstetrícia/ginecologia, ortopedia, medicina de família e comunidade, entre outras) e especialidades com pré-requisito, em instituições como o IMIP, o Hospital das Clínicas da UFPE, o Hospital da Restauração, o Real Hospital Português e a Santa Casa de Misericórdia do Recife. O quadro completo, com vaga por instituição, está no Anexo IV do edital.

114 vagas em 39 programas: onde cada uma está

Dois programas de pediatria concentram a maior parte das vagas de pré-requisito: Neonatologia (15) e Medicina Intensiva Pediátrica (10). Entre as áreas básicas de acesso direto, que somam 31 vagas, Ortopedia e Traumatologia lidera com 8. Os outros 83 lugares exigem residência prévia em alguma especialidade. A duração vai de 1 ano, nos anos adicionais e áreas de atuação, a 5 anos, em Cirurgia Cardiovascular.

Vagas por programa do Anexo IV (quadro de vagas republicado) do edital SUS-PE 2026.2
ProgramaVagasDuração
Neonatologia152 anos
Medicina Intensiva Pediátrica102 anos
Ortopedia e Traumatologia83 anos
Clínica Médica52 anos
Oncologia Pediátrica52 anos
Mastologia42 anos
Medicina de Família e Comunidade42 anos
R3 Clínica Médica (área de atuação)41 ano
R4 Ortopedia e Traumatologia41 ano
Cirurgia Geral33 anos
Cirurgia Vascular32 anos
Hepatologia32 anos
Medicina Paliativa32 anos
Oncologia Cirúrgica33 anos
Radiologia e Diagnóstico por Imagem33 anos
Cirurgia de Cabeça e Pescoço22 anos
Endoscopia Respiratória (R3 Pneumologia)21 ano
Geriatria22 anos
Hematologia e Hemoterapia Pediátrica22 anos
Obstetrícia e Ginecologia23 anos
Oncologia Clínica23 anos
Pediatria23 anos
Pneumologia22 anos
R4 Radiologia e Diagnóstico por Imagem21 ano
Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia22 anos
Radioterapia24 anos
Transplante de Medula Óssea21 ano
Transplante de Rim21 ano
Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular11 ano
Cardiointensivismo11 ano
Cardiologia12 anos
Cirurgia Cardiovascular15 anos
Cirurgia Pediátrica13 anos
Ecocardiografia12 anos
Gastroenterologia12 anos
Medicina Intensiva13 anos
R3 Oncologia Pediátrica11 ano
R4 Cirurgia Oncológica (Oncoginecologia)11 ano
R6 Neurocirurgia (Cirurgia Cerebrovascular)11 ano
Total114

Quem pode concorrer

Os requisitos de participação valem por todo o processo: descumprir um deles invalida a classificação depois de aprovado, não apenas a inscrição.

  • Estudante do último período pode concorrer, desde que a colação de grau esteja prevista para até, no máximo, a data de início do programa, 1º de setembro. Quem colar depois disso fica de fora, mesmo aprovado.
  • Programas com pré-requisito exigem residência concluída (ou em conclusão) credenciada pela CNRM, ou título de especialista da AMB com RQE registrado no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco, até a data de início.
  • Reserva de vagas para pessoas com deficiência (5%), pessoas pretas e pardas (25%), indígenas (3%) e quilombolas (2%), com autodeclaração confirmada por heteroidentificação ou verificação documental. Os resultados desses procedimentos saem entre 15/07 e 27/07, com recurso e resposta definitiva em 13/08.
  • Bonificação de 10% é só para quem concluiu Medicina de Família e Comunidade (PRMFC) em instituição credenciada pela CNRM, e só pode ser usada uma única vez na carreira do candidato.
  • Só uma área de concentração por inscrição. Não é possível concorrer a mais de uma especialidade nem trocar de opção depois de confirmada.

Como a prova e o currículo pesam na nota

A seleção tem duas fases: a prova escrita, eliminatória e classificatória, com peso de 90% da nota final; e a análise curricular, só classificatória, com peso de 10%. Não existe redação nem entrevista.

Formato da prova objetiva do SUS-PE 2026.2
O queComo está definido
Questões100 questões (especialidades de acesso direto, Grupo 1) ou 50 questões (especialidades com pré-requisito), 5 alternativas cada
DuraçãoAté 4 horas
Peso na nota final90% da nota, contra 10% da análise curricular
Escala0 a 100 pontos
Corte de aprovaçãoNão é nota mínima fixa. É relativo à turma de cada especialidadeReprovado quem tira menos de 50% da média das 10 maiores notas da própria especialidade
DesempateMaior nota na análise curricular; depois, candidato de maior idade

Por que o corte pelas dez maiores notas importa

O corte de aprovação não é um piso absoluto: reprova quem fica abaixo de 50% da média aritmética das dez maiores notas obtidas na mesma especialidade. Como o parâmetro depende exclusivamente da cauda superior da distribuição, ele tem duas propriedades que mudam a leitura da prova. A primeira é que o número de inscritos entra na conta apenas de forma indireta, pela via do topo: campo maior tende a produzir dez primeiras notas mais altas, mas o que o edital lê é só esse topo, nunca a média geral. Uma especialidade pequena com três candidatos muito bem preparados pode ter corte mais alto que outra com centenas de inscritos e desempenho homogêneo. A segunda é que a dificuldade da prova se neutraliza em parte, porque uma prova difícil derruba o topo e, com ele, o corte. O que não se neutraliza é a distância até esse topo.

Há um efeito de amostra pequena embutido nisso. Em programas com poucos candidatos, a média de dez notas é uma estatística instável de uma edição para outra, e o corte histórico serve como ordem de grandeza, não como meta calibrável. Planejar para "passar da metade" é, nesse desenho, planejar contra um número que ainda não existe.

A análise curricular, com peso de só 10%, tem seis itens: histórico escolar (até 30 pontos), monitoria ou iniciação à docência (até 15), iniciação científica (até 15), extensão ou PET-Saúde (até 20), artigos publicados (até 10) e trabalhos em eventos científicos (até 10). Vale menos que a prova, mas em processo apertado é frequentemente o critério de desempate. Documentação fora do padrão exigido no edital vale nota zero no item, não desconto parcial.

Prazos que eliminam depois da prova

Aplicada a prova, o risco muda de natureza: não é mais sobre conteúdo, é sobre acompanhar o site e o e-mail nos dias seguintes a cada divulgação.

O que costuma custar a vaga depois da prova

  • Perder a janela de recurso ao gabarito, de apenas dois dias (26 a 28/07). O recurso só pode tratar de má formulação, questão fora do conteúdo programático ou erro de transcrição; não serve para contestar a própria nota.
  • Não acompanhar a pré-matrícula on-line no sistema Web Rhose, de 14 a 21/08. O edital é explícito: quem não fizer a pré-matrícula é considerado desistente, sem exceção. Os documentos autenticados exigidos no item 11 precisam estar prontos antes: autenticação em cartório leva tempo, e alguns têm fila.
  • Perder o prazo de 24 horas para se apresentar na COREME depois de receber o comprovante de homologação. O não comparecimento nesse intervalo configura desistência da matrícula.
  • Contar com permuta de instituição. O edital veda expressamente troca de opções: havendo desistência de candidato mais bem classificado, o remanejamento é automático, sempre pela ordem de preferência que o próprio candidato registrou na inscrição.

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Dúvidas frequentes

Ainda dá para se inscrever no SUS-PE 2026.2?

Não. As inscrições foram de 17 de junho a 5 de julho de 2026, com pagamento da taxa até 6 de julho. A prova objetiva foi aplicada em 26 de julho de 2026, e o que vem depois dela é acompanhar gabarito, resultado e matrícula.

A prova do SUS-PE 2026.2 tem redação?

Não. A seleção tem duas fases: prova escrita objetiva (peso de 90% da nota final) e análise curricular (peso de 10%), sem redação nem entrevista.

Como funciona a nota de corte?

Não é uma nota fixa. É reprovado o candidato que tirar menos de 50% da média aritmética das dez maiores notas obtidas na prova escrita da própria especialidade, e o corte varia de especialidade para especialidade, conforme o desempenho dos primeiros colocados de cada uma.

Quantas vagas o processo oferece?

114 vagas, sendo 100 na Região Metropolitana do Recife e 14 no interior de Pernambuco, distribuídas em cerca de 40 programas entre especialidades de acesso direto e especialidades com pré-requisito.

Ler o edital é o primeiro passo. O plano é o que aprova.

Vagas limitadas por acompanhamento individual.

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